terça-feira, 22 de setembro de 2009

"Quase fui lhe procurar"

Quase fui lhe procurar

Eu pensei em lhe falar
Quase fui lhe procurar
Mas evitei, e aqui fiquei
Sofrendo tanto a esperar

Que um dia você por fim
Talvez voltasse para mim
Mas me enganei, então eu vi
O longo tempo que perdi

E agora, eu não sei mais por que
Não consigo lhe esquecer
Eu quero lhe pedir para deixar
Pelo menos, lhe encontrar pra dizer

Que errei
Mas se você me aceitar
Vou prometer
Recomeçar um grande amor
Que por tão pouco acabou, que por tão pouco acabou


Quase fui lhe procurar (Getulio Cortes) - Luiz Melodia(1997)
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Quase fui lhe procurar (Getulio Cortes) - Roberto Carlos(1968)

Quase fui lhe procurar (Getulio Cortes) - Gil & Ale

video


A CANÇÃO CONTADA

“Quase fui lhe procurar”. Essa foi uma canção que fiz despretensiosamente, mas que caiu no gosto popular. Roberto (Carlos) gosta tanto que até a regravou em 1995. Para mim foi uma surpresa muito agradável. Eu não esperava. Acho que ele quis me prestar uma homenagem, numa época em que eu estava passando por uma situação difícil.

Sérgio Motta, irmão do Mauro Motta, é muito meu amigo e me disse que Roberto queria me ver. Fui ao estúdio onde ele estava gravando. Foi um encontro muito legal. Ele me perguntou se eu tinha alguma música nova. Eu havia feito uma com o Hélio Justo, mas era num estilo muito antigo e Roberto não gostou. Então resolveu regravar “Quase fui lhe procurar”.

A regravação eu ouvi, pela primeira vez no rádio, mas antes houve um momento de grande alegria na minha vida. Eu liguei para a Sony, para saber dos direitos autorais, e recebi um recado para ligar para o escritório do Roberto, em São Paulo. Eu estava na TELERJ, em Madureira (Rio de Janeiro), e de lá mesmo liguei para São Paulo. Eu não sei como eles me colocaram em contato com o Roberto, que estava no estúdio em Miami. Falei direto com ele, que me contou que tinha regravado a minha música. Imagine que ele ainda me perguntou se eu estava feliz. Eu nem mesmo acreditei que estava falando com ele e perguntei: É você mesmo, Charles? É assim que eu o chamo, Charles.

“Entrevista dada por Getulio Cortes à Carlos Eduardo F. Bittencourt, em 1998”.


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