terça-feira, 30 de junho de 2009

"Te esperei"

Te esperei

Te esperei
Vinte e quatro horas ou mais
De cada dia que eu vivi
Te esperei
Mais de sete dias por semana
Sem um só dia te trair
Te esperei
Te esperei mais de nove meses
Sem poder parir
Te esperei
Te esperei mais de doze vezes
Doze meses
E te esperava
Até um novo século surgir
Te esperei
Vinte marços
E mais fevereiros
Eu te esperei
E espero ainda
Nos campos
Nos mares
E nas avenidas
Nesse novo janeiro
Quero te dar boas vindas
Te esperei


Te esperei (Gereba & Capinan) - Beth Carvalho & Fagner(1985)
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Te esperei (Gereba & Capinan) - Gereba(1985)


A CANÇÃO CONTADA

Esta música é talvez a mais importante que fiz com Capinam, pois foi a nossa primeira parceria e foi feita com muita paixão. Foi feita em um momento cheio de muita emoção, de dor e de muita esperança, foi dentro do clima das “Diretas Já”. Falei dor porque eu tinha perdido meu filho Daniel (4 anos) e o Capinam tinha perdido também a Virginia, sua namorada. Quando acabamos a musica, levei o Capinam para o estúdio WR do amigo Rangel e lá o fiz declamar o poema inteiro e musiquei parte dele. Ficou emocionante o poeta declamando e chorando quando fala o nome da Virginia. Depois ele declamou no disco do Gonzaguinha com orquestra e tudo, mas, a nossa, sem superprodução, é, segundo Paulinho da Viola, a melhor, com o que concordo plenamente. Logo que gravamos em Salvador, o Capinam mostrou para o Gonzaguinha, o Fagner e Beth Carvalho em um encontro sobre direitos autorais em Minas e as belas antenas deles colocaram a musica no cenário nacional através do disco do Fagner e do Gonzaguinha, se bem que no disco do Gonzaguinha ele não faz nenhuma referência ao meu nome. Na época fiquei bem chateado, pois a idéia original foi minha e ele me consultou se podia usar a forma, fui com o Capinam até o estúdio lá na Barra no Rio, mas no final não fez nenhuma referência ao meu nome no encarte do disco. Já com o Fagner foi diferente, ele foi corretíssimo e, de quebra, levou a Beth Carvalho pra cantar. Algum tempo depois, lançaram um disco da obra do Capinam, e entrou a gravação original do poema clique aqui! , declamado pelo Capinam com meu solo de violão daquele meu disco independente e que nunca foi passado para CD.

"Entrevista dada por Gereba"

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Samba da bencao"

Samba da bênção

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

(Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão)

Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não

(Feito essa gente
que anda por aí brincando com a vida
Cuidado, companheiro
A vida é pra valer
Não se engane, não
É uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem sem provar
muito bem provado com certidão passada em cartório do Céu assinado em baixo: Deus!
E com firma reconhecida
A vida não é de brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher a sua espera
com os olhos cheios de carinho
e as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida,
como no seu samba)

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

(Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto

A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, A bênção Cartola,
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô

A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do meu Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas a viajar

A bênção, Carlinhos Lyra
Parceirinho cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento, a bênção
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá!
A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus)


Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração


Samba da bencao (Baden Powell & Vinicius) - Carlos Lyra & Maria Creuza(1993)
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Samba da bencao (Baden Powell & Vinicius) - Vinicius(1968)

Samba da bencao (Baden Powell & Vinicius) - Maria Bethania ao vivo

video


A CANÇÃO CONTADA

No "Samba da bênção, lançado num compacto, em 1968, o poetinha Vinícius de Moraes, talvez achando que fosse falecer logo (viveu mais 12 anos), disse que ia partir e que estava na hora de dizer adeus. Despede-se de várias personalidades muito importantes da MPB: Pixinguinha, Sinhô, Cartola, Ismael Silva, Heitor dos Prazeres, Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, Cyro Monteiro, Noel Rosa, Ary Barroso, Tom Jobim, Carlinhos Lyra, Baden Powell, Moacir Santos. São seus parceiros, amigos, e também ídolos, alguns já falecidos. Nesse samba, feito em parceria com o genial violonista Baden Powell, Vinicius pede-lhes a bênção.

"Escrito por Luiz Chamadoira"

segunda-feira, 22 de junho de 2009

"Redescobrir"

Redescobrir

Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia
Como um animal que sabe da floresta memória
Redescobrir o sal que está na própria pele macia
Redescobrir o doce no lamber das línguas, macias
Redescobrir o gosto e o sabor da festa, magia
Vai o bicho homem fruto da semente, memória
Renascer da própria força, própria luz e fé, memória
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós, história
Somos a semente, ato, mente e voz, magia
Não tenha medo, meu menino bobo, memória
Tudo principia na própria pessoa, beleza
Vai como a criança que não teme o tempo, mistério
Amor se fazer é tão prazer que é como se fosse dor, magia
Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia


Redescobrir (Gonzaguinha) - Expresso 25(2004)
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Redescobrir (Gonzaguinha) - Maria Lucia(1998)

Redescobrir (Gonzaguinha) - Elis Regina ao vivo

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A CANÇÃO CONTADA

Gonzaguinha (1945 - 1991) está no ar. Literalmente. Duas das três novelas exibidas atualmente pela Rede Globo - Ciranda de Pedra eDuas Caras - propagam músicas do compositor em suas aberturas. Coincidentemente, ambos os belos temas são de 1980. O samba E Vamos à Luta - ouvido em Duas Caras no registro do próprio autor - deu título ao LP lançado por Alcione em 1980, mesmo ano em que Elis Regina (1945 - 1982) registrou em estúdio seu show Saudade do Brasil, cujo roteiro incluía "Redescobrir", a música rebobinada diariamente na tal abertura de Ciranda de Pedra na voz imortal da Pimentinha.
A revalorização da obra de Gonzaguinha é mais do que justa. Primeiro, por conta do alto valor dessa obra. Segundo, porque o compositor sempre foi odiado por parcela expressiva de críticos por conta de suas opiniões firmes que, volta e meia, batiam de frente com o sistema. Gonzaguinha nunca bateu continência para a mídia e, por isso mesmo, é emblemático que essa mesma mídia esteja revalorizando sua obra. Gonzaguinha merece tal exposição.

Escrito em 17/05/08 por Mauro Ferreira, no blog Notas Musicais.

domingo, 21 de junho de 2009

"Quarto vazio"

Quarto vazio

Meu quarto agora esta vazio
Já não tenho mais retrato, Já não tenho edredon
Os meus tapetes foram indo
Já não têm mais marcas de pés,
não recordam mais ninguém.

O meu criado-mudo já se esqueceu de tudo
como tu te esqueceste também.

E quando a chuva chove lá na rua
O asfalto se torna um espelho
refletindo a imagem tua.
Mas quando os carros passam desfazendo esta visão
eu desperto pra verdade
sofre mais meu coração

O meu criado-mudo já se esqueceu de tudo
como tu te esqueceste também.


Quarto vazio (Herivelto Martins & David Nasser) - Dalva de Oliveira(1948)
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Quarto vazio (Herivelto Martins & David Nasser) - Paulinho Moska & Benjamin Taubkin & Marcos Suzano(1999)


A CANÇÃO CONTADA

A vida conjugal de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira foi sempre muito tumultuada. Após 10 anos de casamento e dois filhos Pery (Ribeiro, que fez muito sucesso bem mais tarde) e Ubiratan, separaram-se, protagonizando um escândalo nacional, divulgado pela imprensa.

Esse episódio serviu para fortalecer a carreira de Herivelto, pois, diante do sofrimento da separação, fez letras que eram maravilhosas, retratando fielmente, a crise que estava vivendo.

A partir daí houve um verdadeiro duelo musical, ele de um lado, juntamente com David Nasser (jornalista e compositor) e Dalva de outro, sustentada por letras/músicas de Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho,Mário Rossi, J. Piedade e Marino Pinto.

Tudo começou com o samba de Herivelto "Cabelos Brancos", respondido por Dalva com o "Tudo acabado", de J. Piedade e Osvaldo Martins.

Herivelto respondia com outras canções como "Quarto Vazio".

Dalva rebatia e o público brasileiro era quem ganhava. A época era de viver uma boa fossa e as música embalavam os suspiros a favor, ora de Herivelto, ora de Dalva.


"Paraiso eu"

Paraíso eu

Pode comer
Pode beber
Pode se embriagar
Pode falar e pode fazer
Tudo o que você desejar
Aqui é o paraíso hoje
Paraíso eu
Pode tocar
Pode pegar
Pode acariciar
Pode apalpar e
Pode fazer
Tudo o que vocie desejar
Que eu sou o paraíso hoje
Paraíso seu


Paraiso eu (Arnaldo Antunes) - Lu Horta(2007)
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Paraiso eu (Arnaldo Antunes) - Suzana Salles(2001)

sábado, 20 de junho de 2009

"O ceu e voce"

O ceu e voce (Luiz Bonfa & Maria Helena Toledo) - Johnny Alf(1964)
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O ceu e voce (Luiz Bonfa & Maria Helena Toledo) - Os Cariocas(1963)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

"Na ribeira deste rio"

Na ribeira deste rio

na ribeira deste rio
ou na ribeira daquele
passam meus dias a fio
nada me impede, me impele
me dá calor ou dá frio

vou vendo o que o rio faz
quando o rio não faz nada
vejo os rastros que ele traz
numa sequência arrastada
do que ficou para trás

vou vendo e vou meditando
não bem no rio que passa
mas só no que estou pensando
porque o bem dele é que faça
eu não ver que vai passando

vou na ribeira do rio
que está aqui ou ali
e do seu curso me fio
porque se o vi ou não vi
ele passa e eu confio


Na ribeira deste rio (Dori Caymmi & Fernando Pessoa) - Monica Salmaso(1998)
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Na ribeira deste rio (Dori Caymmi & Fernando Pessoa) - Renato Braz(2002)


A CANÇÃO CONTADA

A mesma poesia de Fernando Pessoa ("Na ribeira deste rio") ganhou uma outra versão, num fado composto por Mario Pacheco e gravado por Paulo Bragança:

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terça-feira, 16 de junho de 2009

"Maluco beleza"

Maluco beleza

Enquanto você se esforça prá ser
um sujeito normal
e fazer tudo igual

Eu do meu lado, aprendendo a ser louco
Um maluco total
na loucura real

Controlando a minha maluquez
misturada com minha lucidez

Vou ficar
ficar com certeza
maluco beleza


Este caminho que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
por não ter onde ir

Controlando a minha maluquez
misturada com minha lucidez

Vou ficar
ficar com certeza
maluco beleza
Eu vou ficar.....


Maluco beleza (Raul Seixas & Claudio Roberto) - Caetano Veloso ao vivo(2004)
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Maluco beleza (Raul Seixas & Claudio Roberto) - O Terco(1999)

Maluco beleza (Raul Seixas & Claudio Roberto) - Raul Seixas ao vivo

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domingo, 14 de junho de 2009

"Latin lover"

Latin lover

Nós dissemos que o começo é sempre, sempre inesquecível
E no entanto meu amor, que coisa incrível
Esqueci nosso começo inesquecível
Mas me lembro de uma noite, sua mãe tinha saído
Me falaste de um sinal adquirido
Numa queda de patins em Paquetá
Mostra, doeu, ainda dói?
A voz mais rouca
E os beijos, cometas percorrendo o céu da boca
As lembranças acompanham até o fim o latin lover
Que hoje morre
Sem revólver, sem ciúmes, sem remédio
De tédio


Latin lover (Joao Bosco & Aldir Blanc) - Adriana Caparelli(2000)
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Latin lover (Joao Bosco & Aldir Blanc) - Joao Bosco(1976)

Latin lover (Joao Bosco & Aldir Blanc) - Adriana Deffenti ao vivo

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

"Jubiaba"

Jubiabá

É ele o estivador
Seu suingue é um suor
Ô, ô

Toda nega faz amor com ele, ô, ô
Toda branca tem maior tensão, ô, ô
Arêre tem confusão na pele
Tem Jubiabá seu protetor

Toda nega faz amor com ele, ô, ô
Toda branca tem maior tensão,ô, ô
Arêre de confusão na pele
Tem Jubiabá seu protetor

Jubiabá, baba, baba, babalaô
Jubiabá
Bauduíno guerreira
Jubuabá, baba, baba, babalaô
Jubiabá
É de canto e de samba

Jubuabá, baba, baba, babalaô

Jubiabá
É comum no coração

Jubuabá, baba, baba, babalaô
Jubiabá
Luta pela divisão

Baba, baba, baba, baba, baba, ba, ba, ba
Jubuabá, baba, baba, babalaô
Jubiabá

Na boca do mangue é rei
Despediu-se um grande amor

Uma bala cega sem destino, ô,ô
Foi no peito do trabalho,ô,ô
Este era o sonho do menino
Bauduíno sempre vencedor


Jubiaba (Geronimo Santana) - Dende Diet(1997)
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Jubiaba (Geronimo Santana) - Lazzo(2000)

Jubiaba (Geronimo Santana) - Paralamas do Sucesso ao vivo

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"Intrigas no boteco do Padilha"

Intrigas no boteco do Padilha (Luiz Americano) - Luiz Americano(1940)
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Intrigas no boteco do Padilha (Luiz Americano) - Os Carioquinhas(2001)

Intrigas no boteco do Padilha (Luiz Americano) - Desconhecido

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terça-feira, 9 de junho de 2009

"Homenagem ao mestre Cartola"

Homenagem ao mestre Cartola

Homenagem ao mestre Cartola (Nelson Sargento) - Aurea Martins & Nelson Sargento(2003)
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Homenagem ao mestre Cartola (Nelson Sargento) - Nelson Sargento(1986)


A CANÇÃO CONTADA

Os títulos de Cartola são, por si só, tão poéticos, que o mangueirense Nelson Sargento prestou-lhe uma das mais inspiradas homenagens pouco depois de sua morte, com o samba "Homenagem ao Mestre Cartola", citando 15 composições. Cabe a Sargento também a frase que resume a trajetória do sambista: "Cartola não existiu. Foi um sonho que a gente teve."

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Giramundo"

Giramundo (Luiz Carlos Sa) - Copacabana Bossa(1966)
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Giramundo (Luiz Carlos Sa) - Jaime da Conceicao ao vivo(1968)

sábado, 6 de junho de 2009

"Farinhada"

Farinhada

Tava na peneira eu tava peneirando
Eu tava num namoro eu tava namorando.
Na farinhada lá da Serra do Teixeira
Namorei uma cabôca nunca vi tão feiticeira
A mininada descascava macaxeira
Zé Migué no caititú e eu e ela na peneira.
Tava na peineira eu tava peneirando
Eu tava num namoro eu tava namorando.
O vento dava sacudia a cabilêra
Levantava a saia dela no balanço da peneira

Fechei os óio e o vento foi soprando
Quando deu um ridimuinho sem querer tava espiando.
Tava na peneira eu tava peneirando
Eu tava num namoro eu tava namorando.
De madrugada nós fiquemos ali sozinho
O pai dela soube disso deu de perna no caminho
Chegando lá até riu da brincadeira
Nós estava namorando eu e ela, na peneira...


Farinhada (Ze Dantas) - Ivon Cury(1955)
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Farinhada (Ze Dantas) - Luiz Gonzaga & Elba Ramalho(1982)

"E la vou eu" ou "Mensageiro"

E lá vou eu ou Mensageiro

E lá vou eu
Melhor que mereço
Pagando a bom preço
A evolução
Ai se não fosse o violão
Com jeito de fazer samba
Do tem que quem fazia
Corria do camburão
Hoje não corre não
Hoje o samba é descente
E ninguém aguenta a gente
Com a força do samba, não
Hoje quem faz samba fala
E quem fala, atenção
Força nenhuma cala a voz da multidão
E cantar ainda vai ser bom
Quando o samba primeiro
Não for prisioneiro desse desespero
E designação
E lá vai minha voz
Espalhando então
O meu samba guerreiro
Fiel mensageiro da população


E la vou eu ou Mensageiro (Joao Nogueira & Paulo Cesar Pinheiro) - Diogo Nogueira ao vivo(2000)
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E la vou eu ou Mensageiro (Joao Nogueira & Paulo Cesar Pinheiro) - Joao Nogueira(1974)

E la vou eu ou Mensageiro (Joao Nogueira & Paulo Cesar Pinheiro) - Paulinha 5nilha ao vivo

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

"De Limoeiro a Mossoro"

De Limoeiro a Mossoro (Jacob do Bandolim) - Grupo Orquidea & No em Pingo Dagua(1998)
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De Limoeiro a Mossoro (Jacob do Bandolim) - Jacob do Bandolim(1956)

De Limoeiro a Mossoro (Jacob do Bandolim) - Ted Falcon ao vivo

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segunda-feira, 1 de junho de 2009

"Cabuloso"

Cabuloso (Jacob do Bandolim) - Epoca de Ouro(1960)
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Cabuloso (Jacob do Bandolim) - Joel do Nascimento(1987)

Cabuloso (Jacob do Bandolim) - Marco de Pinna ao vivo

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